Cláudia News

Xuxa fala sobre padrão de estética: "com 60 anos faço o que eu quero. Se gostar beleza, se não gostar, sinto muito"

"Desde os anos 80 uso a minha imagem, vi mudança das mulheres muito magras, depois mais cheinhas serem consideradas bonitas"

Xuxa completou 56 anos nessa quarta-feira. A agenda cheia da apresentora incluiu na noite de ontem a final do programa The Four Brasil, na Record, e a inauguração de um complexo de beleza nesta quinta-feira. Durante o bate-papo a mãe de Sasha falou sobre o momento da beleza, claro, nos dias de hoje. "Desde os anos 80 estou usando a minha imagem, vi mudança das mulheres muito magras, depois mais cheinhas serem consideradas bonitas. Gosto da beleza natural, quando vejo minha filha, que acorda e tem uma beleza que parece que tem batom, cílios, acho isso mais bonito que do que uma pessoa que precisa se produzir para falar que está bonita, mas é questao de gosto. Estar bonita é se sentir bem, se o seu marido gosta de você daquele jeito e seu vizinho não, problema do vizinho" disparou ela.

Felicidade é o melhor cosmético?
"Quando a gente está feliz, temos um outro brilho na pele e no olhar. Falando de mim, sou uma pessoa muito cobrada, qualquer pessoa pública faz isso. O que me incomoda é a insatisfação das pessoas com a forma como levo isso. Estou velha e vou ficar cada vez mais velha, as pessoas vão me continuar vendo assim."

Contra plásticas?
"Não sou contra a absolutamente nada, não sou contra pessoas que fazem plástica e se sentem felizes, aqui a gente usa máquinas e não é algo natural. Talvez algum dia, eu posso vir a fazer em coisas que me incomodem, mas odeio que as pessoas me cobrem o porque não coloquei botox, não coloquei porque não gosto, mas se eu tiver sentir que preciso, vou fazer. Me incomoda muito a maneira que as pessoas não entendem como estou levando minha vida, não fumo, não bebo, não me drogo, nunca provei nenhum tipo de droga, falo que estou com 60 anos é porque já estou assim. Faço exercícios, não tão pesado porque estou velha. A gente tem que levantar uma bandeira, faça o que te faz feliz, é isso que eu falo."

Escravidão do cabelo
"Agora que raspei a cabeça eu vejo que é uma libertação enorme. Tanto cabelo, quanto pelo são coisas que a gente tem e exigem um cuidado. Antes gastava uma hora para arrumar o cabelo, hoje gasto meia hora. Estou até meio inchada hoje, porque acordei e vim. Me raspava um dia sim e não, agora já não tenho, não saíram todos porque para mulher loira demora mais. O que a gente puder fazer para se libertar, ganha tempo, ganha qualidade de vida, faço. Tenho pouco tempo para fazer isso, mas fazer ginástica me faz bem. Quando pego sol, não posso usar laser e minha dermatologista quer me matar, mas me faz bem. Estou numa certa idade que eu não preciso seguir alguns padrões, antes não podia cortar cabelo porque tinha uma boneca, a emissora não permitia, com 60 anos na cara eu faço o que eu quero, se o povo gostar beleza, se não gostar, sinto muito."

Como se define hoje?
"Se eu puder me definir, sou uma vitoriosa, de onde eu vim, Santa Rosa, fronteira com Argentina, não tinha nem no mapa quando cheguei no Rio. Vim com o sonho de trabalhar e ser reconhecida e ver tudo que conquistei, me sinto assim. Falar quem eu sou fica uma coisa bastante difícil, porque me vejo mais mãe do que profissional, sou uma mãe muito feliz, uma mulher muito amada. Aí fora tem pessoas que me seguem, cresceram comigo e estão aqui há 30 anos. Eu faço parte da vida das pessoas e essas pessoas fazem parte da minha vida por tudo que eu conquistei. O carinho das pessoas me fez diferente, sei que não sou igual, sei que sou diferente."

Auto-estima e confiança
"Sempre me achei esquisita, magrela, pernões, dentões, me falavam que eu era fotogênica, nunca fui bonita. Depois comecei na televisão e vi que as pessoas me seguiam, mas comecei a ficar escrava do jeito que as pessoas gostariam de me ver, eu fazia para agradar o meu público. Depois passei uma fase querendo fazer uma coisa para mim, Já mãe comecei a cuidar do meu interior porque queria criar minha filha, depois passei uma fase e pensei 'o que vier está bom'. Aí apareceu o Junno, que me acha linda, então, se ele e minha filha me acham bonita, carequinha, cabelo de calopsita, tudo bem. Nunca fiquei falando isso, mas estou falando agora porque eu escuto as pessoas perguntando 'cadê a Xuxa dos anos 80?' Nunca mais vai existir, a Xuxa amiguinha não existe. Coloco peruca e bota para viver a memoria afetiva e lembrar, como se fosse um personagem, que sou eu naquela época, mas não vou sair daquele jeito dali. Em casa é camiseta, descalça, sem maquiagem. Antes ia chegar alguém, precisava me arrumar, mas isso já foi. Você não pode ter a obrigada de ser um personagem porque o mundo não vai te aceitar."

Já sofreu repressão de namorado?
"Não esteticamente. Ouvi coisas como “você nunca vai ter isso ”e eu fiz questão de ter, não para ele, para mim. Tem coisas que a gente ouve e não cai muito bem.

Junno depila?
"O Junno ele tem vergonha para fazer com mulher, porque não é uma posição muito agradável para fazer em alguns lugares que eu gostaria, por isso até conversamos sobre ter homens, mas ele fez no rosto. Ele é meio complicado, meio ogro, mas é uma coisa que eu quero muito."

Vai deixar a televisão?
"Vou ter que deixar a TV em algum momento, mas é bastante difícil me ver como empresária 100%. Eu teria que acreditar nas pessoas que estão comigo porque não entendo de números. Na minha vida já fui muito roubada, enganada, então dependo de pessoas para lerem contratos, eu vou ler, reler e não vou entender. Não me preparei para ser empresária, para negociar, sou muito é bom ou não, não tenho essa visão. Se você me falar de TV , vou falar que a luz não está boa, a câmera não funciona, não me vejo como empresária 100%, não gostaria de ter mais sócios. As pessoas lembram do nome da Marlene quando falo isso, mas ela foi a pessoa que cuidou a minha vida, ela era minha empresária e fazia as coisas com o meu ok para fazer, mas maquiador, figurinista, muita gente me roubou, me usou, eu não faço com as pessoas e achei que não faria comigo. Meu mundo não é o mundo dos outros, meu mudo é colorido, tem duendes e não é esse o mundo do empresário. Eu gosto de dar minha imagem, minhas ideas, mas respirar isso não funcionaria."

Fonte

Vogue
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