Cláudia News

Haitiano entra em surto, esfaqueia policial na cabeça e é morto em Cuiabá

O rapaz, que sofria de transtorno mental, atacou um militar com uma facada na cabeça e foi baleado por outro policial

divulgação

Um haitiano de 48 anos, identificado como Roger Lane, morreu na tarde desta terça-feira (10) após ser baleado por um policial militar no bairro Novo Paraíso, em Cuiabá-MT. Segundo informações iniciais, o rapaz esfaqueou um policial na cabeça e foi baleado por outro militar para controlar as agressões. Ele sofria de transtorno mental e estava em surto há dois dias.


De acordo com a coordenadora da Pastoral do Imigrante, Eliana Vitaliano, a esposa do haitiano foi até uma base da polícia na segunda-feira (9) pedir ajuda para controlar o homem, que estaria fora de controle, trancado dentro de casa. Conforme o boletim de ocorrência, a mulher teria sido agredida no domingo (8).

Dois policiais se deslocaram até a residência e se depararam com o rapaz visivelmente alterado psicologicamente. Ao perceber a presença dos militares, ele pegou uma faca que estava sobre a mesa e começou a ameaçar os policiais.

Os militares pediram para o rapaz soltar o objetvo, porém em determinado momento ele atacou um dos agentes e desferiu golpes no rosto e na cabeça do PM. Para defender o companheiro, o outro policial efetuou disparos contra o haitiano, que chegou a ser socorrido por uma equipe médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele foi encaminhado para o Pronto-Socorro da Capital, mas não resistiu e morreu na unidade.



O soldado foi levado para um hospital particular, onde recebeu atendimento. Ele não corre risco de vida.

Em entrevista ao Circuito Mato Grosso, Eliana Vitaliano contou que Roger estava desde 2015 anos no Brasil e tinha tido o primeiro episódio de surto há dois anos. Ele havia sido medicado com remédios controlados, mas interrompeu o tratamento e voltou a apresentar um comportamento agressivo.

Segundo a coordenadora da Pastoral do Imigrante, ele e a esposa enfrentavam problemas com a documentação e tinham até novembro para regularizar a situação.

O caso será investigado pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e pela Corregedoria da Polícia Militar.

 

Fonte

João Freitas l CircuitoMT
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Haitiano entra em surto, esfaqueia policial na cabeça e é morto em Cuiabá

João Freitas l CircuitoMT

Um haitiano de 48 anos, identificado como Roger Lane, morreu na tarde desta terça-feira (10) após ser baleado por um policial militar no bairro Novo Paraíso, em Cuiabá-MT. Segundo informações iniciais, o rapaz esfaqueou um policial na cabeça e foi baleado por outro militar para controlar as agressões. Ele sofria de transtorno mental e estava em surto há dois dias.


De acordo com a coordenadora da Pastoral do Imigrante, Eliana Vitaliano, a esposa do haitiano foi até uma base da polícia na segunda-feira (9) pedir ajuda para controlar o homem, que estaria fora de controle, trancado dentro de casa. Conforme o boletim de ocorrência, a mulher teria sido agredida no domingo (8).

Dois policiais se deslocaram até a residência e se depararam com o rapaz visivelmente alterado psicologicamente. Ao perceber a presença dos militares, ele pegou uma faca que estava sobre a mesa e começou a ameaçar os policiais.

Os militares pediram para o rapaz soltar o objetvo, porém em determinado momento ele atacou um dos agentes e desferiu golpes no rosto e na cabeça do PM. Para defender o companheiro, o outro policial efetuou disparos contra o haitiano, que chegou a ser socorrido por uma equipe médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele foi encaminhado para o Pronto-Socorro da Capital, mas não resistiu e morreu na unidade.



O soldado foi levado para um hospital particular, onde recebeu atendimento. Ele não corre risco de vida.

Em entrevista ao Circuito Mato Grosso, Eliana Vitaliano contou que Roger estava desde 2015 anos no Brasil e tinha tido o primeiro episódio de surto há dois anos. Ele havia sido medicado com remédios controlados, mas interrompeu o tratamento e voltou a apresentar um comportamento agressivo.

Segundo a coordenadora da Pastoral do Imigrante, ele e a esposa enfrentavam problemas com a documentação e tinham até novembro para regularizar a situação.

O caso será investigado pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e pela Corregedoria da Polícia Militar.