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Grupos encapuzados incendeiam casa e atiram em moto em local onde houve chacina de Colniza

Grupos encapuzados incendeiam casa onde houve chacina de Colniza

divulgação

Moradores do Distrito de Taquaruçu do Norte, município de Colniza (1.114 km de Cuiabá) – local onde há dois anos nove trabalhadores rurais foram brutalmente assassinados – sofreram dois novos atentados este mês. A informação foi divulgada pela Promotoria de Justiça de Colniza oficiou os órgãos de Segurança Pública do Estado temendo nova chacina na região.

Segundo a assessoria do MPE, o primeiro atentado aconteceu no último dia 4, quando homens encapuzados e fortemente armados abordaram uma família e após ameaça de morte para que deixassem o local cravejaram de tiros a motocicleta da família. O outro atentado foi registrado nesta segunda-feira, quando novamente um grupo encapuzado e armado abordou uma família e após ameaças ateou fogo na residência como forma de forçá-los a deixar o local.

A denúncia dos dois atentados foi encaminhada à Promotoria de Justiça de Colniza que diante da iminente situação de conflito determinou a instauração de Notícia de Fato para apurar as denúncias. Além disso, o Ministério Público oficiou os órgãos de segurança do Estado para que sejam adotadas as providências cabíveis, em especial o envio de policiais para impedir a ocorrência de uma nova chacina em Colniza.

“Pelos elementos encaminhados via WhatsApp, em especial pelas fotos, há indicativo sério de que existe um grupo de pessoas com intenção de aterrorizar a região e em último, caso não haja o abandono da área pelos moradores, repetir a chacina de Taquaruçu do Norte ocorrida no ano de 2017”, diz trecho da Notícia de Fato instaurada nesta segunda-feira (09 de setembro).

De acordo com o Ministério Público, a área objeto de disputa aguarda regularização fundiária junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e é rica em minério – especialmente ouro – “o que atrai o interesse de muita gente dos mais diversos lugares do país, ocasionando conflito agrário”.

Conforme Só Notícias já informou, a chacina de Colniza ocorreu no dia 19 de abril de e 2017. Conforme o MPE, os 5 denunciados pelo crime integram um grupo de extermínio denominado “os encapuzados”, conhecidos na região como “guachebas”, ou matadores de aluguel, contratados com a finalidade de praticar ameaças e homicídios.

No dia da chacina, foram executados Francisco Chaves da Silva, Edson Alves Antunes, Izaul Brito dos Santos, Alto Aparecido Carlini, Sebastião Ferreira de Souza, Fábio Rodrigues dos Santos, Samuel Antonio da Cunha, Ezequias Satos de Oliveira e Valmir Rangel do Nascimento. Segundo a Promotoria, o grupo de extermínio percorreu aproximadamente 9 km – praticamente toda a extensão da Linha 15 – onde foram matando, com requintes de crueldade, todos os que encontraram pelo caminho.

 

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Só Noticias
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Grupos encapuzados incendeiam casa e atiram em moto em local onde houve chacina de Colniza

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Moradores do Distrito de Taquaruçu do Norte, município de Colniza (1.114 km de Cuiabá) – local onde há dois anos nove trabalhadores rurais foram brutalmente assassinados – sofreram dois novos atentados este mês. A informação foi divulgada pela Promotoria de Justiça de Colniza oficiou os órgãos de Segurança Pública do Estado temendo nova chacina na região.

Segundo a assessoria do MPE, o primeiro atentado aconteceu no último dia 4, quando homens encapuzados e fortemente armados abordaram uma família e após ameaça de morte para que deixassem o local cravejaram de tiros a motocicleta da família. O outro atentado foi registrado nesta segunda-feira, quando novamente um grupo encapuzado e armado abordou uma família e após ameaças ateou fogo na residência como forma de forçá-los a deixar o local.

A denúncia dos dois atentados foi encaminhada à Promotoria de Justiça de Colniza que diante da iminente situação de conflito determinou a instauração de Notícia de Fato para apurar as denúncias. Além disso, o Ministério Público oficiou os órgãos de segurança do Estado para que sejam adotadas as providências cabíveis, em especial o envio de policiais para impedir a ocorrência de uma nova chacina em Colniza.

“Pelos elementos encaminhados via WhatsApp, em especial pelas fotos, há indicativo sério de que existe um grupo de pessoas com intenção de aterrorizar a região e em último, caso não haja o abandono da área pelos moradores, repetir a chacina de Taquaruçu do Norte ocorrida no ano de 2017”, diz trecho da Notícia de Fato instaurada nesta segunda-feira (09 de setembro).

De acordo com o Ministério Público, a área objeto de disputa aguarda regularização fundiária junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e é rica em minério – especialmente ouro – “o que atrai o interesse de muita gente dos mais diversos lugares do país, ocasionando conflito agrário”.

Conforme Só Notícias já informou, a chacina de Colniza ocorreu no dia 19 de abril de e 2017. Conforme o MPE, os 5 denunciados pelo crime integram um grupo de extermínio denominado “os encapuzados”, conhecidos na região como “guachebas”, ou matadores de aluguel, contratados com a finalidade de praticar ameaças e homicídios.

No dia da chacina, foram executados Francisco Chaves da Silva, Edson Alves Antunes, Izaul Brito dos Santos, Alto Aparecido Carlini, Sebastião Ferreira de Souza, Fábio Rodrigues dos Santos, Samuel Antonio da Cunha, Ezequias Satos de Oliveira e Valmir Rangel do Nascimento. Segundo a Promotoria, o grupo de extermínio percorreu aproximadamente 9 km – praticamente toda a extensão da Linha 15 – onde foram matando, com requintes de crueldade, todos os que encontraram pelo caminho.